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“Negação econômica” é risco na luta contra mudança climática, diz chefe da COP30

28. 08. 2025

Em entrevista ao The Guardian, diplomata brasileiro afirma que o desafio não é mais a negação da ciência do clima, mas sim a resistência econômica. À medida que o mundo se prepara para a COP30, que será realizada em novembro em Belém, Brasil, o presidente da conferência global sobre clima, André Corrêa do Lago, alerta para um novo tipo de negação climática que ameaça os avanços na agenda ambiental. Em entrevista ao The Guardian, o diplomata brasileiro afirma que o desafio atual não é mais a negação da ciência do clima, mas sim a resistência econômica contra políticas que buscam reorganizar a economia global para um modelo de baixo carbono.

“Não estamos enfrentando negação científica, mas uma negação econômica”, afirmou. Corrêa do Lago destacou ao jornal inglês que, com o aumento das evidências científicas sobre os impactos das mudanças climáticas, a oposição agora se concentra em desacreditar as políticas econômicas necessárias para combater o problema. Ele aponta que o crescimento do populismo, exemplificado pela presidência de Donald Trump nos EUA, tem alimentado um retrocesso contra medidas que incentivam energias renováveis e reduzem emissões de gases de efeito estufa.

Para o presidente da COP30, é fundamental mostrar que a transição para uma economia sustentável pode trazer benefícios econômicos e melhorar a qualidade de vida.

Economista de formação e diplomata experiente, Corrêa do Lago ressalta que a resposta para a crise climática deve vir da economia. Ele lembra que estudos como o relatório Stern, de 2006, já demonstraram que combater as emissões é mais barato do que arcar com os danos causados pelo aquecimento global. No entanto, ele critica que a crise climática ainda não está incorporada de forma adequada na teoria econômica e que muitos governos e empresas ignoram os impactos climáticos em seus planejamentos financeiros.

Além dos desafios econômicos, a organização da COP30 enfrenta questões logísticas e políticas, como a construção de uma estrada na floresta amazônica e críticas ao governo brasileiro por aprovar projetos de mineração e exploração de petróleo na região.

No cenário internacional, a ausência de países como os EUA e a resistência de nações produtoras de petróleo complicam a negociação de compromissos mais ambiciosos para redução de emissões, que devem ser apresentados até novembro.

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