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Brasil pode liderar mercado mundial de hidrogênio verde, mas enfrenta quatro desafios estruturais

18. 08. 2025

Estudo da EY-Parthenon aponta que país tem condições ideais para produção competitiva, mas precisa superar gargalos em planejamento, regulação e infraestrutura. O Brasil está em posição privilegiada para se tornar um dos principais produtores mundiais de hidrogênio verde (H2V), combustível considerado fundamental para a descarbonização de setores industriais de difícil transição energética.

A conclusão é de um estudo recém-lançado pela EY-Parthenon, braço de estratégia e transações da EY, que identifica tanto o potencial quanto os obstáculos para o país conquistar protagonismo neste mercado em ascensão. “O hidrogênio verde é considerado ainda mais relevante na busca pelo carbono zero, especialmente em setores que têm mais dificuldades de reduzir suas emissões, como a indústria pesada e o transporte de longa distância (aéreo, por exemplo)”, explica Diogo Yamamoto, sócio da EY-Parthenon.

O Brasil reúne características ideais para liderar a produção global de H2V. O país possui matriz energética predominantemente limpa e sustentável, com previsão de crescimento nos próximos anos, o que o torna competitivo na precificação do hidrogênio verde. De acordo com dados da BloombergNEF, o Brasil pode ser um dos únicos países capazes de produzir hidrogênio verde a um custo bastante competitivo de US$ 1,47 por quilo até 2030. Além disso, informações da International Energy Agency (IEA) mostram que o país é o terceiro maior investidor mundial em renováveis, representando 8% da produção de geração renovável global.

Analise Green Circle

Apesar das condições favoráveis, o estudo identifica quatro obstáculos principais que o Brasil precisa superar para não ficar para trás na corrida global, que inclui concorrentes como Austrália, Reino Unido e Holanda. O país ainda não possui uma estratégia clara para o hidrogênio verde no contexto de um planejamento energético nacional integrado. Isso atrasa o desenvolvimento de uma cadeia de valor competitiva capaz de atender demandas domésticas e globais.

 

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